Mantega e Meirelles defendem acordo global sobre câmbio / Luciana Coelho e Andrea Murta
Nos EUA, onde ocorre a reunião do FMI, brasileiros dizem ser a favor de entendimento até o encontro do G20, em Seul. Brasileiros fazem crítica cautelosa à China, sua aliada em encontros globais e principal alvo de pressão mundial.
As duas principais autoridades econômicas brasileiras defenderam em Washington um acordo multilateral sobre câmbio.
A ideia é que os países atuem de forma sincronizada para regular suas divisas e evitar o que o ministro Guido Mantega (Fazenda) chamou de "guerra de moedas".
Mas, enquanto o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, dizia que tal acordo era "desejável", mas pouco provável no curto prazo, Mantega se dizia otimista. Os dois estão na capital americana para a reunião do Fundo Monetário Internacional.
Segundo Meirelles e Mantega, no entanto, o fórum mais adequado para um acordo seria o G20, e não o FMI. Os chefes de Estado do grupo de 20 dos países mais ricos do mundo se reúnem em novembro em Seul.
"Podemos ter algo parecido com os acordos Plaza", disse Mantega, citando o pacto para reajustar as moedas, fechado em 1985 por Japão, EUA, França, Reino Unido e Alemanha Ocidental.
Os brasileiros insistiram que o problema maior não é o câmbio em si, mas sim o excesso de liquidez em dólares trazido pelas medidas para mitigar a crise em contraposição à alta taxa de poupança dos chineses.
"É diferente das crises do passado, resultado de câmbio controlado, moeda desequilibrada, excesso de endividamento em dólar", afirmou Meirelles.
O recado que ecoa do Brasil é que é apenas para "se defender" que os demais países intervieram no mercado.
Meirelles sinalizou que o BC continuará a atuar -o dólar está em R$ 1,667, menor valor em mais de dois anos. "O que não pode é o Brasil pagar um preço excessivo pelo fato de estar indo bem, enquanto outros estão mal."
O presidente do BC disse ainda ser cedo para calcular o efeito do aumento desta semana na alíquota do IOF para estrangeiros.
Entendimento
Meirelles elencou três passos para um acordo: "Promoção de consumo doméstico, expansão de demanda doméstica por parte dos países que estão mostrando excesso de poupança e baixo consumo, e equilíbrio de maior poupança dos países com excesso de consumo".
O discurso brasileiro não deixa de mencionar constantemente o papel americano na crise. Mas tem sido cautelosamente crítico à China, sua aliada em grupos plurilaterais de negociação.
Analistas e autoridades americanas têm afirmado que o Brasil é menos vocal do que poderia na pressão para a China valorizar o yuan.
O discurso que tem sido repetido também nos outros principais fóruns globais é o de que os emergentes devem assumir mais responsabilidades. Os emergentes dizem que ainda precisam de espaço para se desenvolverem.
sábado, 9 de octubre de 2010
GUERRA CAMBIAL DESIQUILIBRA O COMERCIO EXTERNO BRASILEIRO
ECONOMIA - Especulador George Soros confirma tese de Mantega sobre guerra cambial / Fernando Eichenberg com Agências Internacionais
Ministro da Fazenda defende que países ricos retomem estímulo fiscal.
Em sua campanha contra a guerra cambial no mundo, o ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, ganhou ontem um aliado inesperado: o megainvestidor - e especulador - George Soros.
Em artigo publicado ontem no jornal britânico "Financial Times", Soros afirmou que, quando Mantega diz que há hoje a guerra no câmbio latente, "não está longe da realidade".
Soros - que ficou conhecido como "o homem que quebrou o Banco da Inglaterra" ao lucrar US$ 1,1 bilhão com a desvalorização da libra, em 1992 - disse estar preocupado com o desalinhamento das moedas. Para ele, a solução para a crise está nas mãos da China, "que emergiu como líder global".
Mantega critica China por acumulação de reservas Em Washington para a reunião anual de Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (Bird), Mantega acusou ontem os países ricos de adotarem políticas equivocadas depois da crise financeira e favorecerem a guerra cambial. Para ele, países como Estados Unidos e Alemanha deveriam abandonar políticas monetárias agressivas - com baixas taxas de juros e injeção de recursos na economia - e retomar o estímulo fiscal para incentivar a criação de empregos e o consumo doméstico.
- A guerra cambial é um subproduto da lenta recuperação econômica em países avançados - disse Mantega.
- É a política do salve-se quem puder, jogar o problema para os outros. É preciso recolocar a política fiscal de estímulo direto à demanda e à criação de emprego, em vez de usar a guerra cambial, que nada mais é que uma disputa de mercados, que leva ao conflito comercial e ao protecionismo.
Mantega também criticou o comportamento da China, com sua "política de compra de reservas e limitação de capital estrangeiro, sem permitir a valorização de sua moeda". Ele vai levar essas questões hoje à reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC): - O fato de eu falar em guerra cambial chocou algumas pessoas. Só mencionei algo que já existia, mas era deixado debaixo do tapete. Agora já estamos discutindo abertamente o que é hoje a principal pauta da agenda econômica.
Reforma do FMI não beneficia totalmente os emergentes O ministro acredita na possibilidade de discutir um acordo coletivo na reunião do G-20 (que reúne as principais economias industrializadas e emergentes) em Seul, em novembro. Também em Washington, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, expressou preocupação com a guerra cambial, que está provocando desequilíbrios no mundo: - Este é um problema sério.
Ministro da Fazenda defende que países ricos retomem estímulo fiscal.
Em sua campanha contra a guerra cambial no mundo, o ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, ganhou ontem um aliado inesperado: o megainvestidor - e especulador - George Soros.
Em artigo publicado ontem no jornal britânico "Financial Times", Soros afirmou que, quando Mantega diz que há hoje a guerra no câmbio latente, "não está longe da realidade".
Soros - que ficou conhecido como "o homem que quebrou o Banco da Inglaterra" ao lucrar US$ 1,1 bilhão com a desvalorização da libra, em 1992 - disse estar preocupado com o desalinhamento das moedas. Para ele, a solução para a crise está nas mãos da China, "que emergiu como líder global".
Mantega critica China por acumulação de reservas Em Washington para a reunião anual de Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (Bird), Mantega acusou ontem os países ricos de adotarem políticas equivocadas depois da crise financeira e favorecerem a guerra cambial. Para ele, países como Estados Unidos e Alemanha deveriam abandonar políticas monetárias agressivas - com baixas taxas de juros e injeção de recursos na economia - e retomar o estímulo fiscal para incentivar a criação de empregos e o consumo doméstico.
- A guerra cambial é um subproduto da lenta recuperação econômica em países avançados - disse Mantega.
- É a política do salve-se quem puder, jogar o problema para os outros. É preciso recolocar a política fiscal de estímulo direto à demanda e à criação de emprego, em vez de usar a guerra cambial, que nada mais é que uma disputa de mercados, que leva ao conflito comercial e ao protecionismo.
Mantega também criticou o comportamento da China, com sua "política de compra de reservas e limitação de capital estrangeiro, sem permitir a valorização de sua moeda". Ele vai levar essas questões hoje à reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC): - O fato de eu falar em guerra cambial chocou algumas pessoas. Só mencionei algo que já existia, mas era deixado debaixo do tapete. Agora já estamos discutindo abertamente o que é hoje a principal pauta da agenda econômica.
Reforma do FMI não beneficia totalmente os emergentes O ministro acredita na possibilidade de discutir um acordo coletivo na reunião do G-20 (que reúne as principais economias industrializadas e emergentes) em Seul, em novembro. Também em Washington, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, expressou preocupação com a guerra cambial, que está provocando desequilíbrios no mundo: - Este é um problema sério.
domingo, 8 de agosto de 2010
INSTALADA COMISSAO DO COMERCIO BRASIL-VENEZUELA
Instalada Comissão de Monitoramento do Comércio Brasil-Venezuela
05/08/2010
Tiveram início, nesta quarta-feira (4/8), em Caracas, os trabalhos da Comissão de Monitoramento do Comércio Brasil-Venezuela. Participaram da primeira reunião bilateral técnicos do governo brasileiro, liderados pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho, e representantes do governo venezuelano, comandados pela vice-ministra de Comércio Exterior, Carlina Pacheco Medina.
A partir da instalação da comissão, especialistas do governo dos dois países iniciam as discussões para remover entraves burocráticos e técnicos e incentivar projetos de integração comercial. A próxima reunião deverá acontecer no Brasil, no início de novembro. Até lá, será definida uma agenda de trabalho para agilizar a criação de mecanismos que facilitem o intercâmbio bilateral.
Missão empresarial ao Brasil
Durante a reunião em Caracas, o governo da Venezuela informou que deve organizar, ainda no segundo semestre, uma missão empresarial ao Brasil com a participação de empresários dos setores de papel e celulose, confecção e alimentos. Também ficou definido que haverá cooperação para intercâmbio de informações estatísticas de bens e de serviços. Os técnicos brasileiros apresentaram estudos demonstrando quais os produtos venezuelanos podem ser competitivos no mercado brasileiro, as possibilidades de trocas de experiências e os procedimentos necessários para exportar para o Brasil.
Análise do comércio bilateral
Nos primeiros seis meses deste ano, as exportações brasileiras para a Venezuela aumentaram 7% em relação ao mesmo período de 2009, totalizando US$ 1,778 bilhão. Apesar do crescimento, a participação venezuelana nas exportações totais do Brasil caiu para 1,99%. Já as importações brasileiras da Venezuela, aumentaram 135,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado, ao passarem de US$ 197 milhões para US$ 465 milhões. A corrente de comércio, no acumulado semestral deste ano, totalizou US$ 2,243 bilhões, ficando 20,7% acima do US$ 1,859 bilhão registrado no mesmo período de 2009. Mara Schuster ,mara.schuster@mdic.gov.br
05/08/2010
Tiveram início, nesta quarta-feira (4/8), em Caracas, os trabalhos da Comissão de Monitoramento do Comércio Brasil-Venezuela. Participaram da primeira reunião bilateral técnicos do governo brasileiro, liderados pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho, e representantes do governo venezuelano, comandados pela vice-ministra de Comércio Exterior, Carlina Pacheco Medina.
A partir da instalação da comissão, especialistas do governo dos dois países iniciam as discussões para remover entraves burocráticos e técnicos e incentivar projetos de integração comercial. A próxima reunião deverá acontecer no Brasil, no início de novembro. Até lá, será definida uma agenda de trabalho para agilizar a criação de mecanismos que facilitem o intercâmbio bilateral.
Missão empresarial ao Brasil
Durante a reunião em Caracas, o governo da Venezuela informou que deve organizar, ainda no segundo semestre, uma missão empresarial ao Brasil com a participação de empresários dos setores de papel e celulose, confecção e alimentos. Também ficou definido que haverá cooperação para intercâmbio de informações estatísticas de bens e de serviços. Os técnicos brasileiros apresentaram estudos demonstrando quais os produtos venezuelanos podem ser competitivos no mercado brasileiro, as possibilidades de trocas de experiências e os procedimentos necessários para exportar para o Brasil.
Análise do comércio bilateral
Nos primeiros seis meses deste ano, as exportações brasileiras para a Venezuela aumentaram 7% em relação ao mesmo período de 2009, totalizando US$ 1,778 bilhão. Apesar do crescimento, a participação venezuelana nas exportações totais do Brasil caiu para 1,99%. Já as importações brasileiras da Venezuela, aumentaram 135,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado, ao passarem de US$ 197 milhões para US$ 465 milhões. A corrente de comércio, no acumulado semestral deste ano, totalizou US$ 2,243 bilhões, ficando 20,7% acima do US$ 1,859 bilhão registrado no mesmo período de 2009. Mara Schuster ,mara.schuster@mdic.gov.br
LEI DA FICHA LIMPA - E PRECISO ACABAR COM POLITICOS CORRUPTOS
O que é a Lei Ficha Limpa? Mensalão, caixas dois, esquemas de compra de resultados nos tribunais, enfim, depois de tantos escândalos envolvendo até as principais lideranças políticas do país, o Brasil, vulgo: país da corrupção poderá ganhar um forte aliado na luta pela ética e moralidade. Saiba o que é e como funciona a lei da Ficha limpa, projeto que será votado no próximo dia 7 de desse mês no congresso federal.
A lei é uma ação punitiva à criminosos políticos ou suspeitos, ela visa impedir que políticos nessas situações atuem ou participem de eleições. O intuito disso é preservar a moralidade e conservar a integridade da máquina pública. Segundo seu Artigo 41, será punido o candidato que ‘doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição’, as penas previstas na lei da ficha limpa prevêem desde multa de 1.000 a 50.000 reais á cassação do registro ou do diploma.
O grande trunfo dessa lei é que enfim ela constitui um mecanismo que busca punir os corruptos já que o atual sistema de CPIs era falho, uma vez que o acusado podia escapar da punição caso abandonasse o cargo antes do inquérito ser aberto. Com o advento da lei da Ficha Limpa, o político estando ou não em exercício do cargo é investigado e julgado. E se prevê que com afastamento dos corruptos as eleições poderão enfim escolher melhores líderes e garantir que o dinheiro publico seja respeitado.
Nem tudo é um mar de rosas, a lei da ficha limpa agora esta sujeita a aprovação do senado federal para que entre em vigor e ai nasce a dúvida: – Será que os nossos deputados aprovarão essa lei que pode inclusive gerar uma série de polêmicas envolvendo muitos dos senadores? A resposta só saberemos no dia 7
A lei é uma ação punitiva à criminosos políticos ou suspeitos, ela visa impedir que políticos nessas situações atuem ou participem de eleições. O intuito disso é preservar a moralidade e conservar a integridade da máquina pública. Segundo seu Artigo 41, será punido o candidato que ‘doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição’, as penas previstas na lei da ficha limpa prevêem desde multa de 1.000 a 50.000 reais á cassação do registro ou do diploma.
O grande trunfo dessa lei é que enfim ela constitui um mecanismo que busca punir os corruptos já que o atual sistema de CPIs era falho, uma vez que o acusado podia escapar da punição caso abandonasse o cargo antes do inquérito ser aberto. Com o advento da lei da Ficha Limpa, o político estando ou não em exercício do cargo é investigado e julgado. E se prevê que com afastamento dos corruptos as eleições poderão enfim escolher melhores líderes e garantir que o dinheiro publico seja respeitado.
Nem tudo é um mar de rosas, a lei da ficha limpa agora esta sujeita a aprovação do senado federal para que entre em vigor e ai nasce a dúvida: – Será que os nossos deputados aprovarão essa lei que pode inclusive gerar uma série de polêmicas envolvendo muitos dos senadores? A resposta só saberemos no dia 7
jueves, 5 de agosto de 2010
EMPREITEIRAS - A REFORMA PARCIAL DA LEI DE CONTRATACOES PUBLICAS NA VENEZUELA
AN aprovou em primeira discussao a Reforma Parcial da Lei de Contratacoes Publicas.
Segundo o projeto discutido pelo Parlamento se preve que quando a obra houver sido paralisada o exista um risco de paralizacao , o ente contratante podera dictar e executar como medidas preventivas a requisicao dos bens e equipamentos, instalacoes e maquinarias ,assim como o comisso dos materiais afectos a execucao da obra. O art. 131 aponta que as medidas preventivas se adoptarao e executarao no mesmo acto.
A PORCAO DA OBRA EXECUTADA POR O ORGANISMO CONTRATANTE NA OCASIAO DA MEDIDA PREVENTIVA NAO PODERA SER IMPUTADA A FAVOR DO CONTRATISTA.SOMENTE SE EXISTE UMA SENTENCA QUE FORA FAVORAVEL AO CONTRATISTA, PODERA COBRAR OS INVESTIMENTOS.
Comentario:isso sera favoravel para disciplinar as empriteiras na Venezuela ,constructoras que nao cumprem com os cronogramas das obras ,que utizam ou desviam os recursos do Estado para outros propositos nao intrinsecos as obras. Ao mesmo tempo obrigam ao Governo mais responsabilidades na entrega e nos prazos dos recursos financeiros e se definem as obrigacoes e os direitos das partes.
Segundo o projeto discutido pelo Parlamento se preve que quando a obra houver sido paralisada o exista um risco de paralizacao , o ente contratante podera dictar e executar como medidas preventivas a requisicao dos bens e equipamentos, instalacoes e maquinarias ,assim como o comisso dos materiais afectos a execucao da obra. O art. 131 aponta que as medidas preventivas se adoptarao e executarao no mesmo acto.
A PORCAO DA OBRA EXECUTADA POR O ORGANISMO CONTRATANTE NA OCASIAO DA MEDIDA PREVENTIVA NAO PODERA SER IMPUTADA A FAVOR DO CONTRATISTA.SOMENTE SE EXISTE UMA SENTENCA QUE FORA FAVORAVEL AO CONTRATISTA, PODERA COBRAR OS INVESTIMENTOS.
Comentario:isso sera favoravel para disciplinar as empriteiras na Venezuela ,constructoras que nao cumprem com os cronogramas das obras ,que utizam ou desviam os recursos do Estado para outros propositos nao intrinsecos as obras. Ao mesmo tempo obrigam ao Governo mais responsabilidades na entrega e nos prazos dos recursos financeiros e se definem as obrigacoes e os direitos das partes.
domingo, 25 de julio de 2010
VOX POPULI : DILMA AMPLIA VANTAGEM
Dilma amplia vantagem sobre Serra, aponta Vox Populi
Fernando Taquari | Valor ,23/07/2010 19:54
A candidata Dilma Rousseff (PT) lidera a corrida ao Palácio do Planalto com oito pontos de vantagem sobre José Serra (PSDB), de acordo com pesquisa Vox Populi.
A petista tem 41% das intenções de voto, enquanto que o tucano está com 33%. A vantagem aumentou três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, divulgado no dia 29 de junho.
Na ocasião, Dilma tinha 40% e Serra 35%. Já a candidata do PV, a senadora Marina Silva (AC), permanece com os mesmos 8% da última sondagem. Em seguida aparece José Maria Eymael (PSDC), com 1%. Os outros cinco candidatos não pontuaram.
Em um eventual segundo turno, a ex-ministra da Casa Civil venceria por 46% a 38%. Dilma também aparece na frente entre homens e mulheres. No público masculino, ela soma 43% das preferências, contra 34% de Serra. Já entre o eleitorado feminino o resultado fica 38% a 32%.
A candidata petista, segundo o levantamento, tem seu melhor desempenho na região Nordeste, onde atinge 54% das intenções. O tucano aparece bem atrás, com apenas 24%. Serra, no entanto, lidera no Sul, com 39% ante 35% de Dilma. No Sudeste, por sua vez, a diferença é de apenas dois pontos percentuais para o ex-governador (36% contra 34%).
A pesquisa ouviu 3 mil eleitores entre os dias 17 e 20 de julho. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou menos.
(Fernando Taquari | Valor)
Fernando Taquari | Valor ,23/07/2010 19:54
A candidata Dilma Rousseff (PT) lidera a corrida ao Palácio do Planalto com oito pontos de vantagem sobre José Serra (PSDB), de acordo com pesquisa Vox Populi.
A petista tem 41% das intenções de voto, enquanto que o tucano está com 33%. A vantagem aumentou três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, divulgado no dia 29 de junho.
Na ocasião, Dilma tinha 40% e Serra 35%. Já a candidata do PV, a senadora Marina Silva (AC), permanece com os mesmos 8% da última sondagem. Em seguida aparece José Maria Eymael (PSDC), com 1%. Os outros cinco candidatos não pontuaram.
Em um eventual segundo turno, a ex-ministra da Casa Civil venceria por 46% a 38%. Dilma também aparece na frente entre homens e mulheres. No público masculino, ela soma 43% das preferências, contra 34% de Serra. Já entre o eleitorado feminino o resultado fica 38% a 32%.
A candidata petista, segundo o levantamento, tem seu melhor desempenho na região Nordeste, onde atinge 54% das intenções. O tucano aparece bem atrás, com apenas 24%. Serra, no entanto, lidera no Sul, com 39% ante 35% de Dilma. No Sudeste, por sua vez, a diferença é de apenas dois pontos percentuais para o ex-governador (36% contra 34%).
A pesquisa ouviu 3 mil eleitores entre os dias 17 e 20 de julho. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou menos.
(Fernando Taquari | Valor)
miércoles, 14 de julio de 2010
BRASIL E AMERICA DO SUL
Sueño y Realidad en América del Sur
Antonio Simões (Folha de Sao PAULO ,11 de maio 2010 )
Una década pasó desde que Brasil tomó la iniciativa de convocar, en Brasilia, la 1ª Reunión de Presidentes de America del Sur, realizada en el año 2000. Casi ocho años después, en mayo de 2008, el Presidente Lula recibió a los Jefes de Estado de la Región para la firma del tratado que fundó la Unión de Naciones Suramericanas (UNASUR).Para quien hoy observa la intensidad de la agenda regional, es difícil imaginar que, hasta hace poco, los líderes del Continente jamás se hubiesen reunido. Diez años atrás, la articulación de América del Sur no era más que un sueño. Hoy, es una realidad concreta. Las estadísticas comprueban el éxito de la integración suramericana. Desde el año 2000, el comercio total de Brasil con la región pasó de US$ 22 billones a US$ 63 billones. En 2002, nuestras exportaciones los para países vecinos alcanzaban los US$ 7.5 billones.
En 2008 estas exportaciones alcanzaron los US$ 38.4 billones: un aumento del 412%. En 2009, el índice de bienes industrializados en las exportaciones brasileras para la región alcanzó cerca del 90% -vendemos, a nuestros países vecinos, bienes de alto valor agregado. Estas mercancías generan ingresos y empleo formal a millones de brasileros.
La presencia de empresas brasileras en América del Sur se ha ido incrementando y va transformando la infraestructura de los países vecinos, con la construcción de calles y autopistas, aeropuertos, plantas hidroeléctricas, petroquímicas. Para apoyar este esfuerzo, Brasil financia parte los proyectos, sobre todo por medio de BNDES.
El total de los financiamientos otorgados en el año 2009 asciende a los US$ 8 billones para América del Sur. Cerca del US$ 3.1 billones se refiere a proyectos en desarrollo o concluidos, y otros US$ 49 billones, a proyectos ya aprobados.
Son obras que ayudan a la economía brasilera y contribuyen al desarrollo de los países de la región. Las inversiones directas de empresas brasileras también han aumentado.
En Argentina, por ejemplo, la inversión total asciende a los US$ 8 billones. América del Sur es un espacio primordial para la transnacionalización de las empresas brasileras.
Ni ingenuidad ni ideología explican la vertiente suramericana de la política externa brasilera. Por ser Brasil el país con la economía más grande y diversificada de la región, es inevitable que ejerza el papel de propulsor de la integración. Solidaridad no es sinónimo de ingenuidad.
Porque queremos abrir mercados en América del Sur, nos interesa que nuestros vecinos también sean cada día más prósperos.
Brasil desea que la prosperidad y la justicia social se esparzan por toda América del Sur. La política solidaria no es incompatible con la búsqueda de nuestros legítimos intereses.
Un Brasil que contribuye para la prosperidad continental refuerza su rol como factor de estabilidad y progreso en el mundo. Junto a esto, avanzan la Democracia y un sistema económico abierto.
Sin embargo será necesario reforzar la conciencia de nuestros intereses comunes de largo plazo. Si franceses y alemanes hubiesen optado, al final de la Segunda Guerra Mundial, por los logros de corto plazo, perdiéndose en la mezquindad de contabilizar las reparaciones y en el ejercicio de recriminaciones, ¿habría sido posible construir lo que hoy en día es la Unión Europea?
La política externa brasilera para América del Sur no se pauta solamente con una visión pragmática de viabilidad de negocios e inversiones, también está pensada desde una visión política, estratégica, social y cultural a largo plazo.
Aquí, idealismo y realidad se combinan: lo primero nos inspira a buscar un futuro mejor; lo segundo nos estimula a poner manos a la obra.
Antonio Simões (Folha de Sao PAULO ,11 de maio 2010 )
Una década pasó desde que Brasil tomó la iniciativa de convocar, en Brasilia, la 1ª Reunión de Presidentes de America del Sur, realizada en el año 2000. Casi ocho años después, en mayo de 2008, el Presidente Lula recibió a los Jefes de Estado de la Región para la firma del tratado que fundó la Unión de Naciones Suramericanas (UNASUR).Para quien hoy observa la intensidad de la agenda regional, es difícil imaginar que, hasta hace poco, los líderes del Continente jamás se hubiesen reunido. Diez años atrás, la articulación de América del Sur no era más que un sueño. Hoy, es una realidad concreta. Las estadísticas comprueban el éxito de la integración suramericana. Desde el año 2000, el comercio total de Brasil con la región pasó de US$ 22 billones a US$ 63 billones. En 2002, nuestras exportaciones los para países vecinos alcanzaban los US$ 7.5 billones.
En 2008 estas exportaciones alcanzaron los US$ 38.4 billones: un aumento del 412%. En 2009, el índice de bienes industrializados en las exportaciones brasileras para la región alcanzó cerca del 90% -vendemos, a nuestros países vecinos, bienes de alto valor agregado. Estas mercancías generan ingresos y empleo formal a millones de brasileros.
La presencia de empresas brasileras en América del Sur se ha ido incrementando y va transformando la infraestructura de los países vecinos, con la construcción de calles y autopistas, aeropuertos, plantas hidroeléctricas, petroquímicas. Para apoyar este esfuerzo, Brasil financia parte los proyectos, sobre todo por medio de BNDES.
El total de los financiamientos otorgados en el año 2009 asciende a los US$ 8 billones para América del Sur. Cerca del US$ 3.1 billones se refiere a proyectos en desarrollo o concluidos, y otros US$ 49 billones, a proyectos ya aprobados.
Son obras que ayudan a la economía brasilera y contribuyen al desarrollo de los países de la región. Las inversiones directas de empresas brasileras también han aumentado.
En Argentina, por ejemplo, la inversión total asciende a los US$ 8 billones. América del Sur es un espacio primordial para la transnacionalización de las empresas brasileras.
Ni ingenuidad ni ideología explican la vertiente suramericana de la política externa brasilera. Por ser Brasil el país con la economía más grande y diversificada de la región, es inevitable que ejerza el papel de propulsor de la integración. Solidaridad no es sinónimo de ingenuidad.
Porque queremos abrir mercados en América del Sur, nos interesa que nuestros vecinos también sean cada día más prósperos.
Brasil desea que la prosperidad y la justicia social se esparzan por toda América del Sur. La política solidaria no es incompatible con la búsqueda de nuestros legítimos intereses.
Un Brasil que contribuye para la prosperidad continental refuerza su rol como factor de estabilidad y progreso en el mundo. Junto a esto, avanzan la Democracia y un sistema económico abierto.
Sin embargo será necesario reforzar la conciencia de nuestros intereses comunes de largo plazo. Si franceses y alemanes hubiesen optado, al final de la Segunda Guerra Mundial, por los logros de corto plazo, perdiéndose en la mezquindad de contabilizar las reparaciones y en el ejercicio de recriminaciones, ¿habría sido posible construir lo que hoy en día es la Unión Europea?
La política externa brasilera para América del Sur no se pauta solamente con una visión pragmática de viabilidad de negocios e inversiones, también está pensada desde una visión política, estratégica, social y cultural a largo plazo.
Aquí, idealismo y realidad se combinan: lo primero nos inspira a buscar un futuro mejor; lo segundo nos estimula a poner manos a la obra.
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